Book Review: A Escola do Bem e do Mal

IMG_20160713_170013 (1)(há uma razão para ter escolhido a Anna e a Elsa para acompanharem o livro; quando ler o 3º volume explico)
Para quem me segue no Goodreads, sabe que muito recentemente acabei de ler o primeiro volume da série “The School for Good and Evil” do autor Soman Chainani, que em português foi chamado de “A Escola do Bem  do Mal”. É editado pela editora Lápis Azul (puderá ser Individual, não percebo muito bem como funcionam as duas).

SINOPSE:
Estamos perante uma trilogia que desencadeia um mundo de fantasia novo e deslumbrante, onde as melhores amigas, Sofia e Agatha estão prestes a embarcar na aventura de uma vida.

Na Escola do Bem e do Mal, meninos e meninas são treinados para serem extraordinários bons ou maus, mas um subverter dos papéis assumidos das nossas heroínas, quando Agatha é “erroneamente” enviada para a escola do bem, e Sofia para a escola do mal, tudo é posto em causa, e se o erro é na verdade a primeira pista para descobrir quem Sofia e Agatha realmente são? Fantástica trilogia na qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.

Antes de começar a opinião sobre a história, quero começar por falar do livro em si.
Algo que achei incomum em livros em português, mas que me agradou imenso, foi a capa ser dura. Acho que já não se vêem muitos livros com a capa dura e na minha opIMG_20160713_170206inião acho que ficam mais bonitos pois parece que ficam com um ar clássico.
Adoro a capa toda preta com as letras a prateado!
A capa de papel tem a imagem da edição original. Ainda bem que não mudaram! 🙂

Infelizmente, a edição que li – 1ª edição de 2014 – não saiu muito bem. E não saiu muito bem porquê? Explico já!
O livro tem vários erros de feminino/masculino e isto vê-se principalmente na personagem Tedros, que é um príncipe, e referem-se a ele como ela.
Há também palavras que levaram letras a mais, como é o caso de “arrannjar” (arranjar) e há outras que levaram letras a menos como é o caso de “cosa” (coisa).
Existem diálogos que acabam e as aspas não fecham e há situações em que não há diálogo algum e existe o fecho das aspas.
IMG_20160703_040926O da imagem achei especialmente descuidado por ser logo a primeira palavra do capítulo e também porque tem a primeira letra num tipo e tamanho diferente.
Acho que é óbvio que a palava é “Protegendo-se” (a não ser que exista a palavra sroteger em português).
Enfim, não vou tornar isto numa recensão crítica mas achei importante referir estas pequenas coisas, porque sei que há pessoas que prestam muita atenção a estes desvios. Para mim não me fazem muita diferença porque o que me interessa num livro é a história!

E agora a opinião sobre a história 🙂 peço desculpa a quem não gosta de spoilers…
A ação começa em Gavaldon, terra natal das duas personagens principais, Agatha e Sofia. À 200 anos que de quatro em quatro anos, duas crianças desaparecem misteriosamente e nunca mais voltam. Após vários anos de questões, os habitantes chegam à conclusão que as crianças que eram levadas iam parar a uma escola que as tornava nas personagens dos livros dos contos de fada.
Essa escola era divida em duas: a escola do Bem para príncipes e princesas, e a escola do Mal para bruxas e malvados. Este pormenor da escola foi de génio! Não sei como é que o autor pensou nisto, mas haverem escolas onde ensinam as crianças/adolescentes a serem as personagens dos livros de contos que toda a gente adora foi brilhante!
As personagens principais eram muito amigas mas muito diferentes. Sofia gostava de cor de rosa, sonhava ser princesa, tinha aparência de princesa e praticava boas ações no tempo livre (isto é importante!). Já bastante diferente era a Agatha que vivia no cemitério, não gostava de pessoas, gostava de histórias de encantar que davam para o torto e tinha aparência de bruxa.
Seria de esperar que com toda esta descrição a Agatha fosse parar à escola do Mal e a Sofia à escola do bem… errado! A Agatha foi para a escola do Bem e a Sofia para a escola do Mal!
Tenho de confessar que me surpreendeu… não estava à espera que o autor “trocasse” as personagens desta maneira mas revelou-se uma boa surpresa.
Na minha opinião, eu acho que o autor tenta mostrar que as aparências iludem e que nem sempre o que pensamos que é, é realmente.
O que faz sentido se pensarmos bem. Temos uma escola horrível para alunos feios por dentro e por fora e temos uma escola lindíssima para alunos bonitos por dentro e por fora. Então porquê que a Sofia foi para à escola do Mal? Ela é linda, é loira, gosta de cor-de-rosa, tem ar de princesa, fartava-se de fazer boas ações. Porquê que não foi parar à escola das princesas? Porquê que a Agatha, uma antissocial feia que gosta de histórias em que o Mal vence e não gosta de príncipes, foi parar a uma escola para gente do bem?
Isto deu-me que pensar, mas à medida de ia avançando na história fui percebendo. A Sofia só pensava nela. A única coisa que lhe interessava era que o príncipe de Camelot (sim é o filho do rei Artur) namorasse com ela. Ela queria ser princesa e estava disposta a fazer o que quer que fosse para conseguir o seu objetivo. Isto não é ser bom. Fazer coisas, por muito boas que sejam, com segundas intenções não é ser bom. E, também, ser bonito não é sinónimo de ser boa pessoa.
Já a Agatha só queria voltar para Gavaldon. Queria voltar para a sua casa no cemitério que partilhava com a mãe, queria voltar a ver o seu gato e a passar os dias a conversar e a passear com a Sofia. Mesmo depois de a Sofia lhe fazer falsas promessas, Agatha mostra-se sempre uma amiga fiel e dedicada. Gostar de coisas que mais ninguém gosta não nos torna más pessoas. O problema da Agatha foi terem-lhe convencido de que era má e feia e que nunca passaria daquilo. O que, felizmente, se revela bastante diferente.
Perto do fim do livro é onde o autor confirma que não foi erro nenhum ter colocado as raparigas nas escolas onde estavam – coisa que era questionada tanto pelas personagens principais como pelas personagens secundárias.
A sério, a história está mesmo muito gira e apesar do livro ser classificado como literatura juvenil, a escrita não é nada infantil e penso que a história é capaz de agradar a imensos fãs de contos de fadas. O livro passa uma mensagem importante – não se deve julgar as pessoas antes de as conhecermos realmente.
Por último mas não menos importante, cada primeira página de cada capítulo é IMG_20160706_175933ilustrada. Todas as ilustrações foram feitas por Iacopo Bruno. São lindas!

No Goodreads dei-lhe 5 estrelas!
Agora é só esperar pelo 2º! 🙂

Já agora! Uma coisa que achei muito gira é que para cada livro da trilogia, foi feito um trailer como se se tratasse de um filme.
É só carregarem neste link e podem ver o trailer 🙂

E por agora é so ^.^

“- Stay Sweet!”

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8 thoughts on “Book Review: A Escola do Bem e do Mal

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